Entrevista de Janeiro - Autora Nacional Diana Scarpine

Boa Tarde queridos leitores! Esse ano pretendo trazer entrevistas com os nossos autores nacionais. Em cada mês será entrevistado um/a autor/a diferente.
E esse mês a autora que nos cedeu uma entrevista é a mais nova Parceira aqui do Blog. A autora Diana Scarpine, que já têm duas obras publicadas.
Confira a entrevista: 


1- Diana, nos fale um pouco sobre você.
Diana Scarpine: Eu sou uma pessoa comum que, como todas as pessoas, tem sonhos e já passou por dificuldades da vida, que gosta de ficar com a família, ler e escrever e que acha que os livros são uma das melhores coisas da vida, pois eles nos divertem, nos fazem refletir, geram conhecimento e abrem as portas da nossa imaginação.

2- Em que momento você percebeu que seu destino era ser escritora?
Diana Scarpine: Não houve um momento específico. Comecei a escrever aos 13 de idade, porque não me sentia representada nos livros que eu lia na época. Eu escrevia para mim mesma (não pensava em publicar); pois achava que ser escritora era um sonho impossível, uma vez que eu via pouca literatura nacional de autorescontemporâneos publicada. O cenário começou a mudar, mas ainda falta muito para que autores nacionais sejam valorizados como merecem.

3- De onde vêm os seus personagens, são inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Diana Scarpine: Meus personagens não são inspirados em pessoas reais. Procuro me inspirar nas pequenas coisas da vida, no cotiano, na vida simples, pois gosto de construir personagens verossímeis que fazem com que, ao final da leitura, as pessoas se perguntem: é uma história real ou baseada na vida real?

4- No início, algum escritor ou livro te influenciou?
Diana Scarpine: Eu gostava e ainda gosto da forma como Machado de Assis conversa com o leitor. No início, me inspirei muito nele; mas depois fui abandonando as influências dele e de outros autores para construir meu próprio estilo de narrativa.

5- Qual de suas obras, ou personagens é seu favorito? Por quê?
Diana Scarpine: Amo minhas histórias e os meus personagens. Meu personagem preferido é Henri de “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso”. Quanto ao livro favorito, fica difícil escolher entre “Uma Chance para Recomeçar” e “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso”. Acho que amo os dois igualmente.

6- O que você mais gosta nas próprias histórias?
Diana Scarpine: O meu combate ao preconceito de uma forma geral; mas principalmente meu combate ao preconceito contra as pessoas com deficiência.

7- O que te inspira na hora de começar uma nova história?
Diana Scarpine: Inspiro-me no cotidiano como um todo, ou seja, não sei como, nem de onde a inspiração vem. Não procuro por ela, ela me encontra.

8- Qual é a sensação de ir a uma livraria e encontrar seu livro à venda?
Diana Scarpine: Eu me sinto emocionada e, se pudesse, mostrava o livro a todos.

9- Atualmente, está cada vez mais difícil publicar um livro, principalmente devido a motivos financeiros. Qual foi a sua maior dificuldade na publicação de seu livro?
Diana Scarpine: Acho que a maior dificuldade dos autores nacionais é se manter com o seu trabalho de escritor. A maioria não consegue e eu, até agora, não consegui. Então, na maioria das vezes, não dá para você se dedicar como gostaria à escrita. Você tem que ter outra profissão ou não consegue sobreviver. Esse é o meu caso.

10- Quanto tempo demora a escrever um livro?
Diana Scarpine: Varia. Demorei nove meses para escrever “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso” e três anos para escrever “Uma Chance para Recomeçar”.

11- Como surge, ou de onde vem a ideia para escrever um livro?
Diana Scarpine: Não vem de uma única ideia. É um conjunto de ideias que vão surgindo aos poucos e tomando forma. Por exemplo: a primeira ideia (inspiração) para “Uma Chance para Recomeçar” foi ter visto a desenvoltura de um cego ao atravessar a rua. A história surgiu aí? Não. Eu me lembrei várias vezes dessa cena por uns 4 anos (mais ou menos) e não sabia por que. Até que compreendi que precisava escrever algo relacionado a isso. Mas o quê? Eu não sabia, até que outras ideias/cenas foram me inspirando e se juntando a essa.

12- Você se sente realizada como escritora?
Diana Scarpine: Sinto-me realizada em relação aos meus livros e quando um(a) leitor(a) me envia um e-mail ou mensagem dizendo que gostou dos meus livros. Com a profissão em si, ainda não me sinto realizada; pois a vida de escritora nacional não é nada fácil. Mas espero que, um dia, sejamos mais valorizados e reconhecidos.

13- As pessoas te reconhecem como escritora?
Diana Scarpine: Nos lugares em que vou, ainda não fui reconhecida como escritora.

14- Se você pudesse deixar uma mensagem para aqueles que sonham um dia escrever um livro, qual mensagem deixaria?
Diana Scarpine: Leia bastante, escreva sobre o que você gosta e conhece, pesquise sobre o que vai escrever, seja persistente e não desista dos seus sonhos.


E aí meninas, gostaram de conhecer um pouquinho sobre a Diana?
Eu fiquei muito feliz pela oportunidade em conhecê-la! 
Devemos valorizar os nossos autores nacionais, e fazê-los conhecidos, não é verdade? Como a própria Diana descreveu: O autor nacional é pouco valorizado e reconhecido no Brasil. 
Devemos quebrar esse paradigma!!

Muito Obrigada pela entrevista Diana, e te desejamos muito Sucesso!

6 comentários:

  1. Adorei participar da entrevista, Vanessa! Obrigada!

    Abraço,
    Diana Scarpine.

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  2. Não conhecia a autora, adorei as respostas e me interessei pelos livros. Adorei o blog, beijos!!

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  3. Amei a entrevista <3 em muitos pontos, me identifiquei com ela. Publiquei meu primeiro livro ano passado "Um novo começo para Kathy"

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  4. Olá!
    Que entrevista linda!
    Adorei conhecer um pouco mais sobre esta autora, pois até então era desconhecida para mim.
    Beijos.
    Cássia Pires

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  5. Olá! Adorei sua iniciativa de entrevistar autores brasileiros, divulgar a literatura nacional é sempre algo muito bem vindo. Adorei a Diana, me identifiquei muito quando ela disse que começou a escrever bem novinha, com 13 anos, e que não se via nos livros que lia. Ser uma escritora ainda me parece um sonho impossível mas quem sabe um dia, né?

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  6. olá, não conhecia a autoria e gostei bastante da entrevista, do fato dela lutar contra preconceitos e principalmente por pessoas com deficiência, infelizmente o cenário nacional ainda é bem injusto com os autores, muito bacana blogueiros abrindo esse espaço!

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