A perigosa história do talco

Quando se trata de nossos produtos de beleza favoritos, é muito fácil ignorar as advertências, sobretudo se essa lista de produtos inclui um bom talco suavizante. Mas durante esta semana, uma notícia chamou poderosamente nossa atenção e fez soar um alerta grave: o veredito que obriga a Johnson & Johnson a pagar uma indenização de US$ 72 milhões, por danos à família de uma mulher, cuja morte por câncer de ovário estava relacionada com o uso de talcos da citada marca.
 
 “Existem evidências perturbadoras sobre as consequências do uso de talco, indicando que ele incrementa o risco de câncer de ovário e de endométrio em 30%, e essas evidências têm existido há um bom tempo”, declara Sharima Rasanayagam, diretora científica da fundação Breast Cancer Fund e líder da Campaign for Safe Cosmetics (uma campanha para a fabricação de cosméticos seguros), ao Yahoo Beauty, citando uma série de estudos.

“É um incremento pequeno para um tipo de câncer raro — não se compara com o vínculo entre o cigarro e o câncer de pulmão — e essa pode ser uma das razões pelas quais as pessoas não têm tomado consciência dos riscos. Mas devemos ser precavidas, especialmente porque esse não é um produto que você precisa estar usando constantemente. Então para que aumentar seu risco em ter esses tipos de câncer?”

O talco é uma substância mineral que tanto pode ser extraída como produzida industrialmente. Seu uso é muito comum em vários cosméticos e produtos de higiene infantis, tais como o talco para bebês e as sombras de olhos, já que absorve a umidade, suaviza a pele, e atua como agente antiaglomerante. Mas algumas vezes, ele pode estar contaminado com amianto. E é por isso que existe um arsenal cada vez maior de pós livres de talco, fabricados por empresas como a Honest Company, Burt’s Bees, a Crabtree & Evelyn e a própria Johnson & Johnson. Normalmente, eles são elaborados com ingredientes alternativos, tais como amido de milho, pós de seda e aveia finamente moída.
No veredito contra a Johnson & Johnson na segunda-feira, em um tribunal de St. Louis EUA, os jurados destacaram que durante várias décadas, a empresa se absteve de informar os consumidores sobre os riscos de usar talco, a fim de impulsionar suas vendas. Os danos foram causados à família de Jacqueline Fox, que usou talcos fabricados pela Johnson & Johnson durante 50 anos.

Em sua defesa, a empresa divulgou um comunicado salientando que o veredito “atenta contra décadas de dados científicos sólidos que comprovam a segurança do talco como ingrediente cosmético de múltiplos produtos.…” Em seu site, a Johnson & Johnson afirma: “O talco utilizado em todos os nossos produtos ao redor do mundo é cuidadosamente selecionado e processado para que esteja livre de amianto, e nós confirmamos isso com testes frequentes. A Food and Drug Administration (FDA) também testou e confirmou a pureza de nosso talco.”

5 comentários:

  1. Nossa, nunca imaginei isso, obrigada pela informação.
    Bjos

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    1. Pois é Leda, o fato é verídico!
      Obrigada pela visita.
      Volte Sempre!

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  2. Que legal nunca tinha ouvido falar nessa historia Vanessa, bjus!!!
    http://www.lolitasrosa.com.br/

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    1. Obrigada Annye.
      Eu também me surpreendi bastante com a história!
      Obrigada pela visita.
      Volte Sempre!

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  3. Eu também jamais poderia imaginar.
    Pesquisei bastante, antes de postar essa informação!
    Beijos"

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